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do Trabalho assume posto-chave na reeleição de Lula Raymundo Costa, De Brasília
Marinho deve ser peça-chave da campanha à reeleição do presidente, caso sobreviva às indiscrições do executivo Klaus-Joachim Gebauer. Não por acaso, na mesma quinta-feira em que circularam as declarações de Gebauer, o ministro dizia-se "indignado" e anunciava que iria acioná-lo na Justiça. Ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), parece definitivamente ter tomado gosto pela política e está na linha de frente da reeleição. "É evidente que o presidente Lula tem de ser candidato à reeleição", defende, com veemência, em entrevista ao Valor, concedida na terça-feira, antes de publicadas as denúncias. "E ele será candidato com toda a condição de ser reeleito e melhorar a condição do nosso governo no segundo mandato". De acordo com Marinho, mesmo com todos os problemas na área política, Lula tem demonstrado, como indicam as pesquisas de opinião, que será um candidato competitivo em 2006, quando - aposta - o país irá crescer pelo menos 5%, "de forma consistente, sem malabarismos como fizeram outros governos". Na arena política, Marinho tem especial predileção em fazer comparações entre o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o do presidente Lula. "Gosto dessa comparação. É o meu divertimento", diz. Foi assim que ele compilou os números de criação de empregos com carteira assinada nos dois mandatos de FHC e nestes três anos de Lula. Descobriu que o saldo dos oito anos de FHC foi de 796.967. O de Lula, até agora, está em 3.577.403. Nesse ritmo, Marinho acredita que, ao fim dos quatro anos, Lula terá criado 5 milhões de novos empregos. Diante
da reação dos tucanos, que rejeitaram a informação
de que o governo FHC tivera a média mensal de 8.302 empregos, para
108.406 no governo Lula, o ministro pediu uma investigação
nos números do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Bingo! Nos oito anos do PSDB a arrecadação líquida
do fundo foi de R$ 6,5 bilhões. No de Lula, até agosto passado,
está em R$ 14,6 bilhões. Em três anos do governo do
PSDB, a arrecadação líquida foi negativa: 1997, 1998
e 1999. "É a prova cabal, definitiva. A média do emprego
criado no governo FHC foi muito baixa. O primeiro mandato de Fernando
Henrique Cardoso foi só prejuízo, essa é a pura realidade.
Eu não gostaria que fosse isso, mas é", diz. |
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